Prorrogada prisão de suspeitos de assassinato de jovem desaparecida em Ubá

Corpo de Elídia Geraldo foi encontrado em 22 de julho em um terreno às margens da MGT-265 em Ubá; ela estava desaparecida desde 2 de julho  — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Corpo de Elídia Geraldo foi encontrado em 22 de julho em um terreno às margens da MGT-265 em Ubá; ela estava desaparecida desde 2 de julho — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Foi prorrogada a prisão temporária do casal de 20 anos, suspeitos do assassinato de Elídia Geraldo, de 19 anos, em Ubá, em julho deste ano.

A informação é do Delegado Regional da cidade, Diêgo Candian Alves, que também disse que as investigações seguem em andamento.

O casal de 20 anos foi preso temporariamente na Operação “Quem é como Deus” em agosto. Segundo a Polícia Civil, eles confessaram crime e a motivação: a jovem foi morta pela atual companheira do ex-namorado.

Não foi informada expectativa para conclusão do inquérito. Os jovens devem responder por homicídio qualificado.

Casal confessou crime, segundo Polícia Civil

No dia 2 de julho, a PM foi acionada pelos pais da vítima, que relataram que a filha havia desaparecido. Segundo os solicitantes, Elídia saiu da residência dizendo que iria ao “Horto Florestal”, onde estaria ocorrendo uma festa, mas não retornou. O corpo foi encontrado pelo tio, no dia 22 de julho, próximo ao Horto Florestal.

O Delegado Regional de Ubá, Diêgo Candian Alves, disse que a vítima era a ex-namorada do rapaz preso, que é apontado como cúmplice do crime cometido pela atual namorada.

“Foi feita a reconstituição do crime e o casal confessou a prática do homicídio. Investigações apontam que, no dia 02 de julho, os suspeitos e a vítima saíram juntos, pois se conheciam, já que o investigado é o ex-namorado de Elídia. Após o término, eles continuaram amigos. Nessa festa, a vítima e a autora teriam saído do evento juntas e ido ao local onde o crime foi cometido”, explicou.

De acordo com as investigações, imagens de câmeras de segurança apontam que o suspeito possivelmente já estaria no local do crime, aguardando as garotas. E que o crime ocorreu durante “um surto da jovem, que se tornou agressiva”.

“A autora contou que teria retirado a calcinha da vítima para se passar como estupro, mas, na verdade, ela teria matado a garota por via de estrangulamento. O rapaz teria assistido e, em momento algum, teria prestado socorro”, contou o Delegado Regional.

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram encaminhados para o sistema prisional, onde estão à disposição da Justiça.