Novo empate faz Felipão ‘proibir’ Cruzeiro de falar em acesso: ‘Projeto é para o ano que vem

Os empates seguidos com Guarani (3 a 3) e Figueirense (1 a 1), no Mineirão, em Belo Horizonte, esfriaram a reação do Cruzeiro na Série B. Em seis jogos sob o comando de Luiz Felipe Scolari, o time está invicto, com três vitórias e três igualdades, mas não conseguiu atingir a pontuação projetada para tentar se aproximar do G4. Paralelamente, os clubes da zona de acesso à Série A fizeram o seu papel e se consolidaram. Baseado nesse cenário, o treinador determinou nesta sexta-feira que seus jogadores não falem mais em chances de classificação à elite nacional.

Diante do placar de 1 a 1 com o Figueirense, pela 22ª rodada, o Cruzeiro estacionou na 15ª posição, com 25 pontos, e ficou a 12 de América e Cuiabá, quarto e quinto colocados. Os dois clubes ainda jogarão neste sábado e poderão elevar a diferença para 15 pontos.
Felipão insistiu que a maior ambição do Cruzeiro nesta Série B é escapar do rebaixamento. Para atingir esse objetivo, caberá ao clube chegar aos 45 pontos. A segunda meta, que seria brigar pelo acesso, nem sequer entra em discussão no dia a dia da Toca da Raposa II.

Pontos perdidos na Fifa

Em meio ao seu discurso realista, Felipão ‘cutucou’ o Conselho Gestor, responsável por administrar o clube entre janeiro e maio, por não ter pago a dívida da Fifa que resultou na perda de seis pontos na Série B do Campeonato Brasileiro.
dívida de R$ 5,3 milhões (US$ 850 mil) com o Al Wahda dos Emirados Árabes, relativa ao empréstimo do volante Denilson, em 2016, deveria ter sido quitada até 18 de maio. No entanto, a operação financeira não foi concluída a tempo pelos dirigentes que assumiram o clube interinamente até a posse de Sérgio Santos Rodrigues como presidente, em junho. O débito com o clube árabe foi uma herança da gestão de Gilvan de Pinho Tavares, mandatário entre 2012 e 2017.
Felipão se mostrou inconformado com o não pagamento da dívida que tirou do Cruzeiro os seis pontos antes mesmo do início da Serie B do Brasileiro. “Agora, se nós tivéssemos aqueles benditos seis pontos que entenderam que não precisavam jogar porque ia dar os seis pontos, as pessoas que fizeram isso agora estão vendo que não é assim, não é tão fácil como se imagina. E nós estamos lá embaixo. (…) Porque, se não tivessem sonhado, tinham pago na Fifa, não tinham perdido seis pontos, uma série de detalhes. Então, não vamos ficar reclamando de nada e vamos trabalhar por objetivos e o primeiro a ser atingido é não cair para a Série C. Ok? Depois, eu vou ver o que vai acontecer em frente”, concluiu o treinador.