A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da Delegacia de Polícia, em Inhapim, apresentou nesta quinta-feira (11) Junior Severino de Jesus, de 31 anos, conhecido do meio policial como “Tirinha”, e Elieiser Cândido Pereira, de 30 anos, vulgo Jacaré. Os investigados na Operação Cangaço em conjunto entre as Polícias Civil e Militar foram presos por força de mandado de prisão durante o fim do ano passado. O delegado responsável pelas investigações, Afrânio Márcio, informou que Tirinha e Elieiser são suspeitos de integrarem uma associação criminosa investigada por diversos roubos ocorridos nas zonas rurais, que vinham aterrorizando a população da região.

A operação foi desencadeada para combater os assaltos registrados em propriedades rurais. “Chamaram-nos atenção à sequência de crimes que ocorriam e o modus operandi dos criminosos, foi aí, então, que nós em uma conjunta, fizemos uma reunião e optamos por traçar estratégias, que culminaram em uma investigação muito bem feita pelos nossos investigadores e policiais militares. Culminando na prisão desses dois cabeças, que integram uma associação criminosa que visa basicamente o roubo em propriedades da zona rural. Aterrorizando famílias e trabalhadores de bem”, disse o delegado.

O nome “Cangaço” faz referência a um período da História do Brasil em que uma onda de banditismo, crime e violência se espalhou pelo sertão nordestino. Os cangaceiros aterrorizavam o Nordeste realizando roubos. Segundo o delegado, os suspeitos presos agiam de forma audaciosa. “Eles agiam de forma clandestina durante a madrugada e chegavam fortemente armados nas residências, sítios e fazendas das pessoas de bem. Rendiam as pessoas e em um dos casos, inclusive, abusaram sexualmente de uma mulher, e a partir de então, procuravam por armas, dinheiro e gêneros alimentícios. Faziam uma limpa nas casas das pessoas e tiravam tudo o que podiam carregar e iam embora praticar roubos em outras localidades. Em apenas uma noite, eles tiveram a audácia de praticar cinco roubos em sequência. Fora outros crimes que estão sendo investigados”, comentou o delegado.

A Operação Cangaço também resultou na apreensão de armas de grosso calibre e na recuperação de bens roubados das vítimas. Júnior Severino foi capturado em 24 de dezembro e Elieiser no dia 30. De acordo com o delegado, o Tirinha e o Elieiser são apontados como suspeitos de serem os líderes dessa associação criminosa e outras pessoas suspeitas de integrarem o grupo estão sendo investigadas. “Tanto um quanto o outro agiam de forma a chefiar essa associação, para não dizer esse bando de criminosos”, completou o delegado.

Os inquéritos policiais estão em fase de conclusão e os investigados devem ser indiciados por vários crimes. “Serão indiciados não só por roubo qualificado como sequestro, estupro, porte ilegal de arma de fogo, dentre outros crimes. A lista de crimes dos quais eles serão indiciados é enorme e a ficha deles vai crescer bastante. Além do indiciamento, pediremos a conversão da prisão temporária em preventiva, para que eles aguardem presos até o julgamento”, ressaltou o delegado.

“Atualmente, estamos com uma integração bem grande entre Polícia Militar e Polícia Civil, o que acaba redundando em bons resultados como o caso desses dois bandidos – o Tirinha e o Elieiser – que a questão da associação criminosa que eles participam, um fica mais na região de Ubaporanga e o outro em Piedade de Caratinga, e eles acabam buscando comparsas e cometendo esses crimes aterrorizantes. Felizmente, chegando neles agora, essa associação terá um certo parador, para a sociedade rural ter mais tranquilidade. Inclusive, depois das ações incisivas da PM e da Civil sobre eles, houve uma diminuição expressiva nos índices de crimes na zona rural”, afirmou capitão Sanglard, comandante da Companhia da PM de Inhapim.

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